Olá, queridos, estou devendo comentários, pois acabo de voltar de Sampa, de uma
apresentação em Interlagos, num encontro de terceira idade. Imaginem só que público gostoso!
Hoje começa, aqui na minha cidade a
XXII Semana Luiz Antônio Martinez Corrêa , festival de artes cênicas que ocupa diversos espaços culturais e praças da cidade. Não é legal?
Agora, por que a reflexão, Carlinha?
Bem, a cidade, o público e eu perdemos um grande amigo, recentemente, um grande diretor, uma pessoa incansável e uma grande referência (a minha maior) em amor e dedicação ao teatro. Foi um abalo, um tranco, a pessoa mais perseverante que conheci, simplesmente desistiu da sua arte e de sua vida (creio que as duas coisas eram uma só).
Se é que eu aprendi alguma coisa (em tantos anos trabalhando na área) foi:
Dividi por itens (rs):
1. Santo de casa não faz milagre
2. O lixo de uns é o luxo de outros
3. A falta de reconhecimento pode ser fatal na vida de um artista
4. Não adianta reconhecer alguém depois que ele já se foi... (Inês já é morta...)
Alguns artistas locais se sentiram excluídos da semana, mencionada acima. Deixo claro, queridos, que não é o meu caso, já que eu não apresentei projeto algum, por dois motivos, primeiro: Já tinha outros compromissos profissionais... Segundo: Respeito e acredito no itens 1 e 2, já descritos.
Posto agora, um texto de uma amiga sobre o assunto, não estou aqui servindo de advogada de nenhuma das partes... Não tenho o direito de falar sobre um fato do qual não participei. Só quero dividir com vocês o texto que achei muito bonito.
Era uma vez numa cidade!(Ter Atos)
Era uma cidade Engraçada!Teatro tinha quase todo tempo, nas instituições dela; mas na matriarca cuidadora de todas as artes só alguns eventos.
Dentro deles um em especial, a tão esperada homenagem a um artista daqui que se fora, e ano após ano essa é a grande FESTA de celebração dos artistas locais e de artistas convidados, havendo assim uma enorme contemplação e mostrando ao grande público da cidade Engraçada espetáculos de grande qualidade; sendo assim um celeiro de criatividade para todos os gostos em memória daquele que foi tão importante para a cidade.
Nessa cidade Engraçada havia o discurso de INCENTIVO & FOMENTO AOS ARTISTAS que nela exercitavam o fazer TEATRAL, mas um dia, ninguém sabe por que, a matriarca cuidadora de toda as artes, cansou do discurso e quebrou as próprias regras, num ano em que mais uma vez um desses artistas/guerreiros que nela exercitava o teatro resolveu sair fora no seu último ATO, pelo descaso e cansaço de lutar e ver as portas se fechando.
Nessa cidade Engraçada, ou você seguia as regras estipuladas pela matriarca ou você era exilado e lá se ia mais um nariz quebrado.
Mas nesse ano, as coisas tomaram outros rumos.
Artistas que antes serviam e levantavam a bandeira, fazendo de todas as outras grandes celebrações, o seu espaço, o seu tempo a sua poesia, e lá, graças a esses que resistiram e permaneceram na cidade engraçada, a homenagem ano após ano ia acontecendo.
Mas nesse ano não. Nesse ano os artistas de teatro da cidade engraçada não serviam; eles eram incipientes. Mas como ser incipientes com tanta história na bagagem? Como incipientes, se antes eles serviam?Se todos saíram do mesmo celeiro, com o mesmo gosto, o mesmo aprendizado, o mesmo gozo pelo fazer teatral.
Essa cidade Engraçada tem nome!Essa homenagem tem nome!Esses artistas incipientes, tem nomes!
Como diz Ignácio de Loyola: “O cerco se fechou pra Ariovaldo.” digo mais Loyola, “O cerco se fechou para os artistas incipientes da cidade Engraçada por (TER ATOS)”.
Ano de 2010/XXII SLAMC
Virgílio, Fabiana.
Bjos e amanhã coloco as visitinhas em ordem.
Ah! Não esqueçam de participar do sorteio...