Olá, faz tanto tempo que não faço um post "pessoal", não que eu não dê pitacos sobre uma coisa ou outra da minha vida quando falo de produtinhos, parceiros e afins...
Mas hoje, falarei de mim e de tudo que aconteceu nos últimos meses, mas por quê só agora, Carlinha?
Pq depois que tudo passou tive minhas conclusões e posso falar com mais propriedade, para que de alguma forma, seja construtivo e não somente um rio de reclamações.
Voltemos para novembro, do nada, apareceu uma dor muito forte do lado direito da minha barriga, a gineco me mandou pro gastro, que me mandou de volta pra gineco, que me mandou novamente para o gastro, que me mandou para o urologista, que me mandou novamente para o gastro, que me enviou diretamente para um psiquiatra. Sim, a dor durou dois meses e eu entrei em surto.
Motivo?
Depois de fazer muitos exames complicados, concluiu-se que se tratava de uma dor psicológica, sim, ela tem nome e explicações científicas, mas eu não me lembro do nome específico agora.
Eu, lógicamente, prática como sou, custei a acreditar no que estava acontecendo comigo.
O médico foi categórico: Hipocondria...
Comentei aqui no blog, que no último ano andava me sentindo muito "doentinha" (foi esse o termo que usei) e que nunca tinha sido assim. Pois bem, desconfiava, que depois que tive alguns problemas de saúde no meio do ano, havia ficado meio paranôica. Medo de pegar uma gripe, lavava mais as mãos, mas nunca imaginei que poderia evoluir para dois meses de "cama", praticamente e com dores físicas reais.
Qual é o resumo da ópera?
Tratamento, alguns remédios e muita força para continuar trabalhando e levando a vida normalmente. Sou muito teimosa e vou sair dessa, mas é tudo muito devagar e às vezes, fico muito aflita com os sintomas.
O que eu aprendi?
Como frequentei muitos hospitais (afinal foi preciso descartar todas as doenças "reais"), vi muita gente doente, feliz, infeliz, mas sobretudo cheias de esperança. Conclui que ninguém tem problemas, se o namorado te chutou, não é problema, se vc tem dívidas, não tem problemas e assim por diante... Nosso bem mais valioso é a vida e a saúde! Sempre é possível lutar e recomeçar se vc possui essas duas coisas.
Outra coisa, transtornos como o meu temporários, ou não, não são definitivamente motivo de vergonha ou falta de caráter, coisa de quem não tem o que fazer e tão pouco de quem quer chamar atenção. São doenças, deficits hormonais que devem ser regulados com remédios e tratatos com seriedade. Assim como um diabético, uma pessoa com pressão alta, etc... (Tive que compreender isso, me achava tão esclarecida, mas percebi que era preconceituosa sobre esse tipo de coisa... A ponto de pensar: "Ué, eu me acho tão esperta e normal?")
Hipocondria é uma doença que virou mote para filmes, piadas e exarcebações de todos os tipos.
Fica aqui um alerta, os sintomas não são tão bizarros e "engraçados" como vemos no cinema ou nas piadas, geralmente, são doloridos e as pessoas acometidas os guardam para si, vcs perceberiam isso lendo o meu blog, diariamente? Ou então, não dão a devida atenção aos sintomas (como eu) e deixam pra lá... Até acontecer algo realmente "efetivo".
É isso meus amores, espero que minha esperiência sirva de alguma coisa...
Abraços e muito obrigada para quem chegou no fim desse loooooongo post!
Bola para frente, ainda sou eu aqui, um pouco mais cansada, mais confusa, um tanto apreensiva, mas definitivamente, estou aqui, com todas as minhas capacidades, incapacidades, como qualquer um...
Amanhã voltaremos com a nossa programação normal =P



























